Verão é o principal responsável pelo aumento das tarifas da Uber


Alta temporada provoca aumento de tarifas do aplicativo enquanto cabify começa a ganhar clientes.

Mal começou o verão no Rio de Janeiro e o relacionamento dos cariocas com o Uber tem a primeira crise. A chegada do mês de dezembro, prelúdio do verão, da alta temporada e das chuvas tropicais, disparou não só o preço dos táxis que passaram a aplicar, como todos os anos, a bandeira dois, mas também os do aplicativo Uber. “Aqui no Rio de Janeiro fica muito quente no verão e as pessoas não querem passar calor, preferem viajar no conforto do ar condicionado e ainda beber aquela água de cortesia. Com isso a demanda aumenta muito.”, explicou Luiz Antonio, motorista da Uber.

O aumento das tarifas não só gerou uma enxurrada de críticas por parte de seus clientes fieis como também colocou à prova a capacidade do Uber em fidelizar usuários sem os preços competitivos que o tornaram popular.

Entre as especulações para explicar por que as corridas passaram a custar o dobro (ou mais) a qualquer hora do dia, circulou a teoria de que os motoristas do Uber conspiravam em conjunto desligando seus celulares ao mesmo tempo para forçar uma queda na oferta e assim conseguir aumentar os preços, mas isso não é verdade. A empresa diz que é impossível que os motoristas consigam manipular o algoritmo do aplicativo para elevar propositalmente suas tarifas dinâmicas, baseadas na oferta e na demanda do serviço.


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Enquanto os motoristas de táxi, sempre em pé de guerra com os concorrentes, comemoram a indignação de seus ex-clientes com o aplicativo, um novo concorrente abre caminho a passos grandes. A Cabify, empresa espanhola que oferece o mesmo serviço que o Uber com veículos executivos, está tirando proveito da situação.

Os espanhóis, presentes também no Chile, México e Peru, chegaram ao Brasil neste ano e usaram, como fez o Uber no início, uma estratégia agressiva para atrair usuários e motoristas. Os passageiros têm vários descontos (pelo fato de morar num determinado bairro, por trazer novos clientes, por inserir um código…) e preços ainda mais baixos que os originais da concorrência em veículos de luxo.

Os motoristas desfrutam de bônus generosos para incentivá-los a trabalhar para a empresa, o que está atraindo um bom número de motoristas que também trabalham com o Uber. Atrair motoristas também é fundamental para a Cabify neste momento, porque seu ponto fraco é o tempo de espera, que pode ser maior do que 15 minutos, uma eternidade em tempos de Uber e taxistas ociosos.

Mas o desafio do Uber é ainda maior. Competir com os taxistas cariocas, que arrastam uma reputação de serviço de má qualidade, é mais fácil do que lidar com um concorrente que em maio já fazia 80% de suas receitas na América Latina e que quer uma parte do bolo no Brasil.

Quem ganha com isso? Os clientes. Viva a concorrência!

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