Relato: Cora Rónai fala sobre a “A ideia Uber”


Colunista conta como políticos e taxistas se recusam a admitir que as coisas mudaram, e que o mundo dos aplicativos é a nova realidade.

Cora Rónai, colunista do jornal o Globo, conta como foi uma das suas últimas experiências com os tradicionais e ultrapassados táxis do Rio de Janeiro e ainda comenta sobre a realidade que envolve os transportes por aplicativo.

“Há alguns dias, peguei um táxi no Santos Dumont. Há tempos não fazia isso. Normalmente uso Cabify, Uber ou 99. Mas estava com pressa, havia muitos táxis do lado de fora e resolvi dar uma chance aos amarelinhos. Motorista simpático, conversa divertida, tudo certo — até chegarmos em casa.

— A senhora me desculpe, mas esqueci de ligar o taxímetro. Qualquer R$ 50 paga a corrida.”

Ora, a corrida do aeroporto até a minha casa dificilmente ultrapassa R$ 30. No 99 com desconto ou no Uber X costuma sair a R$ 20. Dei R$ 30 e uma descompostura, e como troco ganhei um novo reforço na minha desconfiança em relação à categoria. É esse tipo de serviço que os deputados federais, que jamais põem o pé num táxi, querem nos obrigar a usar.

De acordo com o projeto de lei de regulamentação que aprovaram na semana passada — modificado para pior, é lógico, por um deputado do PT, o eterno partido da boquinha — transporte público individual passa a ser, de novo, monopólio de uma máfia ligada ao que há de pior na política municipal.

A vantagem do Uber, do Cabify e das opções Pop e Go do 99 e do Easy é que qualquer pessoa com carro e habilitação pode se inscrever nas plataformas e, se aprovada, oferecer os seus serviços a quem esteja precisando de transporte. Se plataformas e motoristas pagarem os impostos como qualquer outra empresa ou cidadão, o estado não tem nada a ver com isso.


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A partir do momento em que se exigir placa especial, taxímetro e licença da prefeitura, o que hoje é um mercado de livre concorrência voltará a ser o velho monopólio de sempre, com os mesmos vícios que transformaram o serviço de táxi na desgraça que é em tantas cidades do mundo.

O Uber, que modificou para sempre a forma como nos relacionamos com o transporte individual, passa por um mau momento. Nos Estados Unidos, a sua cultura corporativa vem sendo questionada depois que uma engenheira denunciou um caso de assédio, assim como os valores e as atitudes de seu CEO, Travis Kalanick, típico exemplo de milionário mimado do Vale do Silício. Na Itália, o serviço acaba de ser proibido por um juiz de Roma, atendendo ao lobby dos taxistas, tão podre lá quanto cá. Já aqui no Brasil, além do estúpido projeto de lei aprovado na Câmara, o Uber enfrenta queixas dos usuários, que reclamam dos carros do Uber X, e dos motoristas, que reclamam do faturamento baixo. Isso sem falar da concorrência do Cabify e dos aplicativos de táxi.

Ainda assim, comemorar o seu fim, como os taxistas fizeram depois da votação na Câmara, é atitude de quem realmente não entendeu como o mundo mudou. Mesmo que o Uber venha a se retirar do Brasil, como se retirou de alguns lugares, mesmo até que venha a desaparecer da face da Terra, a “ideia Uber” pegou, e não tem volta. Políticos, presidentes de cooperativas, dirigentes de sindicatos de taxistas — todos eles são poderosos, mas muito mais poder têm os cidadãos, que dificilmente se sujeitarão a retroceder ao século passado, e ao abominável serviço que eram obrigados a usar, então, por falta de concorrência. O mundo das ideias e dos aplicativos é vasto, variado e tem a capacidade de se reinventar continuamente.


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