Motorista de aplicativo será indenizado após falsa acusação

Pais de jovem que alegou ter sido agredida por motorista de aplicativo devem indenizá-lo no valor de R$ 15 mil.

A Justiça de Goiás determinou que os pais de uma adolescente devem indenizar o motorista Rogério Ribeiro de Almeida, que na época trabalhava em aplicativos, por danos morais, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás.

A jovem postou nas redes sociais que o homem a molestou, roubou e agrediu durante uma corrida, fato que não aconteceu. Apesar de no dia seguinte a adolescente desmentir a acusação, Rogério afirma que as publicações anteriores repercutiram, causaram sérios problemas e o levaram a deixar o trabalho.

“Uma criança de 14 anos de idade, dentro de um bar, em dia de jogo, bebendo e divertindo com amigos, quase que acaba com a vida de um pai de família, que estava trabalhando para se sustentar, que não está fácil. Eu fiquei quase 15 dias sem nem sair de casa direito”

desabafou Rogério.

A Justiça de Goiás decidiu que os pais da jovem devem indenizar o motorista no valor de R$ 15 mil. Além disso, outras duas pessoas que compartilharam a publicação foram condenadas a indenizá-lo em R$ 7,5 mil, cada. Eles podem recorrer da sentença.

A decisão foi tomada no dia 17 de julho deste ano, pela juíza Lília Maria de Souza, da 1ª Vara Cível da comarca de Rio Verde.

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A Fake News

De acordo com o processo, a adolescente, para não contar aos amigos que o seu pai tinha lhe batido, resolveu colocar a culpa pelas lesões e a ausência do celular no motorista. Segundo a decisão, ela fez a série de postagens usando o tablet de sua irmã, já que estava sem o seu celular.


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“Eu nunca senti tanto nojo de uma pessoa, eu realmente achei que estava segura. Não imaginava que um ser humano seria capaz de fazer isso com uma pessoa”

Escreveu a menina à época, em um dos posts printados.

Além de fazer os posts nas próprias redes sociais, a adolescente pediu à amiga que tinha solicitado a corrida que pegasse a foto do motorista e postasse nas redes sociais para alertar os demais moradores, segundo relatado no processo. Outro homem citado no processo também publicou sobre a falsa agressão em um grupo de uma rede social.

De acordo com Rogério, após as postagens, várias pessoas começaram a julgá-lo e ameaçá-lo.

Após ver a repercussão do caso, a adolescente tentou se retratar e fez um post pedindo desculpas em seu perfil pessoal. Na mensagem, ela escreveu:

“Quero retratar o ato de agressão por parte de um funcionário da @uber que me atendeu ontem, foi um ato de impulso e impensado por mim. Portanto, declaro que não ocorreu nenhum incidente no momento da condução com o Uber. Peço desculpas pelos transtornos”.

No entanto, segundo a vítima, a retratação não é suficiente. “Infelizmente, de cada mil pessoas que viram a acusação, falando que eu era o errado, que eu molestei uma criança de 14 anos, uma retratação publica informando que foi tudo uma brincadeira não tem o mesmo alcance”, disse.


Este é só mais um caso que demonstra o quanto os motoristas estão expostos. Quantos motoristas vocês acham que são desativados dos aplicativos por causa de falsas e exageradas acusações?

Assim como os passageiros, os motoristas também precisam de mais segurança e respeito.

Desejamos toda força ao motorista Rogério Ribeiro de Almeida. Dias melhores virão!

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Fonte: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2020/08/05/pais-de-adolescente-que-postou-fake-news-sobre-ter-sido-agredida-por-motorista-de-app-devem-indeniza-lo-em-rio-verde.ghtml


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