Entenda a disputa da Uber e Lyft com a justiça americana

Justiça americana obrigou os aplicativos a tratar os motoristas como funcionários.

Os últimos dias ficaram marcados pela briga que os aplicativos Uber e Lyft vem travando com a justiça americana. Isso porque os apps estão sendo obrigados a tratar seus motoristas como funcionários.

Com esta decisão, os serviços de mobilidade estão ameaçando sair do estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

Entenda a disputa da Uber e Lyft com a justiça americana

A lei é chamada de AB5, ou Assembly Bill 5, e foi aprovada em janeiro. Desde então, as empresas buscam uma liminar para eximi-las desta lei. A ordem deve entrar em vigor a partir do dia 20 de agosto, prazo que as empresas têm para adequar os contratos de seus parceiros. As companhias haviam pedido para adiar a data, o que foi negado pela Justiça do estado.


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“Se o tribunal não reconsiderar, então, na Califórnia, é difícil acreditar que seremos capazes de mudar nosso modelo para ter contratados em tempo integral rapidamente”, disse o presidente executivo da Uber Dara Khosrowshahi à CNBC na semana passada.

O juiz reconheceu que essa decisão iria alterar muito o negócio e que a implementação poderia sair caro para os aplicativos. Mas negou o pedido das empresas de tecnologia de suspender a liminar. A decisão obriga as companhias, que têm o modelo de negócios baseado na economia compartilhada e trabalho informal, a providenciar seguro-desemprego e outros benefícios para seus funcionários.

As duas empresas, junto com a de delivery de alimentos DoorDash, estão lutando contra a decisão, com a Proposition 22, uma espécie de referendo que reclassifica motoristas como apenas parceiros informais e freelancers. A votação deverá ser proposta ao público apenas em novembro. Até lá, as companhias ameaçam deixar o estado.

A Califórnia, lar do Vale do Silício, é a terra natal das duas empresas de mobilidade e um grande mercado para ambas — por isso essa queda de braço é tão significativa.


E vocês, o que acharam desta decisão da justiça americana? Concordam?

Comentem!

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