A precarização do motorista


A questão é: Por que as novas leis sobre apps como Uber, 99 e Cabify não limitam “precarização” do motorista?

A Câmara de São Paulo votará sobre uma nova regulamentação para aplicativos como Uber, 99 e Cabify, com propostas polêmicas como uma limitação no número de carros na cidade. Mas há algo que os projetos de lei não tocam: a suposta precarização da mão de obra dos motoristas, que fazem parte da atual “economia de bico”.

Entre os dois projetos em questão e que serão votados, um faz algumas recomendações para o bem-estar do motorista, como limitação do tempo de uso do aplicativo (algo que a Uber anunciou na semana passada) e o outro trata da inscrição dos condutores como microempreendedores no MEI ou Simples Nacional. O problema é que nenhum dos dois afeta uma questão muito discutida globalmente: a “uberização da sociedade”, com uma precarização da mão de obra que envolve também apps de entrega (alô, Rappi e iFood), de serviços domésticos e outros setores.

Atualmente, todos os aplicativos em questão se dividem entre dois pontos.

  1. De um lado, tornam-se uma opção para milhares de pessoas ganharem uma renda.
  2. Por outro, seu modelo de negócio forçaria os chamados “parceiros” a terem longas jornadas para obter ganhos mínimos, além de deixá-los desprotegidos, com poucos benefícios.

LEIA TAMBÉM: VEJA COMO CALCULAR SEUS GANHOS COMO MOTORISTA NA UBER EM 2020


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Em comum, todas as plataformas funcionam como uma intermediária entre a mão de obra e os clientes. Elas não são donas do produto que oferecem e só fazem a ligação entre um usuário e alguém oferecendo um serviço (uma “carona” ou uma entrega, por exemplo). Mas são as plataformas que ditam o preço e recolhem uma taxa após o serviço empregado. Atualmente, essa taxa não é alvo de nenhuma legislação brasileira. Nos últimos tempos, motoristas têm reclamado cada vez mais da taxa colhida pelos apps. Já fizeram greve, exigindo o aumento do valor recebido e da tarifa paga pelo passageiro.

Hoje em dia é até difícil calcular a porcentagem colhida: uma corrida do mesmo destino e origem pode ter diferentes porcentagens repassadas para motoristas, a depender da tarifa dinâmica e de outras eventualidades da viagem. É tudo algoritmo.

Quando os ganhos serão finalmente reajustados?

A grande questão nisso tudo é: POR QUE NINGUÉM DEFENDE E LUTA POR MELHORES GANHOS PARA OS MOTORISTAS? JÁ NÃO ESTÁ CLARO QUE OS VALORES ESTÃO ULTRAPASSADOS?

O tempo passa, diversos projetos são lançados para lá e para cá, mas até quando teremos a precarização do motorista? Em pleno ano de 2020, não da mais para dizer que ser motorista de aplicativo é apenas um “trabalho de bico”, precismos de leis que favoreçam a vida do motorista de uma maneira geral.

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Fonte: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/03/10/por-que-leis-sobre-apps-como-uber-nao-limitam-precarizacao-do-motorista.htm

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